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2013 foi um ano de comemoração: 50 anos da Escola Vera Cruz. Uma das formas de comemorar foi a criação de uma linha do tempo digital, que traz a história da escola e também outras entradas sobre eventos no Brasil e no mundo ao longo desse período. Todos os profissionais e alunos foram convidados a pensar no que gostariam de incluir nessa linha.

A minha contribuição, junto com os alunos das turmas da 2a série do Ensino Médio, foi um olhar para os livros didáticos de História do Brasil ao longo das 5 décadas, com a seguinte pergunta:

Como tem sido apresentada a Independência do Brasil ao longo dos últimos 50 anos?

Os trabalhos podem ser vistos aqui: http://goo.gl/5eoeFp

O levantamento é apenas uma pequena mostra da variedade das abordagens.

Muitos elementos ficaram evidentes: a opção pela narrativa fechada ou por textos problematizadores, o estímulo a uma visão heroica das elites governantes ou a ironia quanto aos grandes personagens, a história como processo ou a história como sequência de datas e fatos.  Também a escolha das imagens foi analisada, revelando um acervo variado de representações da Independência, algumas utilizadas de forma unicamente ilustrativas, outras proporcionando também mais uma oportunidade de reflexão. Para cada livro, os alunos levantaram algumas informações do contexto do país no ano daquela edição: presidente em exercício, constituição  em vigor e população do Brasil. Esses dados enriqueceram o debate sobre as publicações, estimulando compreendê-las mais além do texto estrito.

As obras analisadas fazem parte do  acervo do Laboratório de Ensino e de Material Didático (LEMAD) do Departamento de História,  da FFLCH-USP, e o apoio da professora Antonia Terra Calazans foi fundamental para a realização desse trabalho.

Obras analisadas:

1. 1961 -História do  Brasil para o exame de admissão (Roberto Bandeira Accioli e Alfredo D’escragnolle Taunay)

2. 1963 – História do Brasil (Alfredo D` escragnolle Taunauy e Dicamôr Moraes)

3.1973 – Brasil: uma história dinâmica (Autores: Ilmar Rohloff de Mattos, Ella Grinsztein Dottori e Jose Luiz Werneck da Silva)

4. 1974 – História do Brasil para estudos sociais (Elias Esaú e Luiz Gonzaga)

5. 1985 – História do povo brasileiro: Brasil colônia. (Renato Mocellin)

6. 1989 – Estudos Sociais – Brasil (Azevedo & Darós)

7. 1993 História do Brasil – Do descobrimento à independência (Milton e Maria Luiza)

8. 2005 – História: Coleção Anglo 2 (Cláudio Vicentino e José Caros Pires de Moura)

9. 2007 – História das cavernas ao terceiro milênio (Patrícia Ramos Braick e Myriam Becho Mota)

10. 2009 Navegando Pela História 8º Ano (Silvia Panazzo & Maria Luiza Vaz)

11. 2011 – História – Volume Único (VANFAS, Ronaldo FARIA, Sheila de Castro FERREIRA, Jorge SANTOS, Georgina dos).

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O segundo semestre está começando, e  primeiro desafio na escola está sendo preparar a viagem de estudo do meio para Ribeiraõ Preto e cercanias. É a primeira vez que eu participo do projeto. É desafiante, pois acabamos de falar da região por conta da cultura cafeeira do século XIX. Minha questão é: o que ficou disso tudo por lá?

De que maneiras poderemos ver as marcas da história naquela região? Vamos ver o que vem dos alunos.  Será um delicado processo de buscar, por entre a sobreposição de culturas, as oposições entre riqueza e miséria, as contradições da vida no campo, traços da consciência de história dos sujeitos da vida atual.

No dia 20/05 vai rolar uma atividade na escola (Vera Cruz) que promete boas conversas. É o Fórum do Ensino Médio, que este ano tem como tema “Comunicação digital: valores e comportamentos”. Nessa manhã, reúnem todos os alunos das 3 séries, mais professores, orientadores e direção.
Num primeiro momento, o público divide-se entre duas mesas de debates.
Para uma delas, estão convidados o Juliano Spyers e a Bárbara Dieu (a Bee).
Para a outra, o Hernani Dimantas e a Simoneta Persichetti.
Após as falas dos palestrantes, há perguntas e falas do público.
Na segunda parte da manhã, os dois grupos se misturam e se dividem em grupos menores, para debates.
Como aquecimento, está circulando entre os alunos e professores a versão em português do “A máquina somos nós”, esse anúncio da Telefônica Argentina eo texto “Nasce o homem algorítmico”, do Silvio Meira.
Na reunião de preparação ontem, nossa sensação é que na esfera do discurso, o conservadorismo da meninada é maior que o nosso… Vamos ver na 3a feira…

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