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Tanta luz na campanha do Obama, quem é que está escrevendo algo de interessante sobre a Hillary Clinton? Encontrei (finalmente…)! É um artigo chamado Goodbye to all that, de Robin Morgan, uma renomada ativista pelos direitos da mulher, publicado no site do Women’s Midiacenter. Ela aponta várias situações  em que o tratamento dado a Hillary como mulher é constrangedor, e seria visto como inaceitável caso situação semelhante dissesse respeito a Obama em sua condição de negro.

Pena a linguagem não ser das mais simples…

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Dreams of My Father é o nome do primeiro livro do Barak Obama, publicado em 1995, quando ele ainda não havia ingressado na política, mas já tinha merecido destaque por ser o primeiro editor negro da Harvard Law Review, a conceituada revista de direito da Universidade de Harvad.

Vejo no post do Juliano Spyers, no Não Zero, que o livro é literatura da boa. Auto-biográfico, fala de uma trajetória bastante improvável na história de um possível presidente dos EUA – como os anos em que viveu na Indonédia (de maioria islâmica), ou sua familiaridade com África, que conheceu mais de perto em visita ao Quênia após a morte do pai.

Paro por aqui. Quem quiser saber mais, pode beber na fonte (a minha, foi o post do Não Zero, bem escrito e com conhecimento de causa, ou então o próprio livro, por que não?)

Conforme prometi, posto aqui o diagrama sobre Inglaterra e França no século XVIII, a partir do qual conversamos em aula.

Para quem não sabe, os dois CC ao pé da imagem indicam o tipo de licença de uso que eu permito ao material.

Quem quiser saber mais sobre licenças de uso alternativas ao Copyright, vá conhecer a página do Creative Commons.

Esse é um exercício de reflexão sobre a forma como a campanha política em curso tem abordado temas da história.Elabore um texto curto sobre o tema acima, reunindo observações sobre questões
centrais da história dos Estados Unidos que estão em debate na campanha
presidencial de 2008.
A partir de um material de mídia sobre as eleições (artigo, reportagem, vídeo), você
deve elaborar um texto de três parágrafos em que estejam presentes:
– uma síntese do material que você selecionou.
– que questões históricas que ele traz para o debate.
– sua compreensão sobre como os sujeitos do presente (de acordo com o material que
você escolheu) se posicionam em relação a essas questões históricas.
Devem ser entregues, conjuntamente, uma cópia do material utilizado (ou indicação de
local de acesso, no caso de vídeo) e seu texto. Este deverá ser manuscrito. É necessário
citar a fonte de onde foi retirado o material, a autoria (se identificável) e a data de publicação.
Se o material pesquisado tiver como origem a internet, deve ser feito o registro do link de pesquisa num gerenciador de links (http://del.icio.us), e informado, na bibliografia, seu login de acesso (por exemplo, no meu caso, os links podem ser encontrados em http://del.icio.us/liliansta). Para saber mais sobre como criar um endereço para você e registrar seus links, veja este tutorial. ATENÇÃO: ao registrar um link para o curso de história, por favor acrescente o tag (palavra-chave) hist2008ls .

Serão considerados na avaliação os seguintes elementos:
– Coerência entre o material escolhido e o texto.
– Clareza e coesão do texto.
– Citação completa da fonte de pesquisa.
– Linguagem adequada.
– Respeito pela ortografia.
– Apresentação do material.

A data de entrega é dia 29/02. Atenção: organizam-se para não enfrentarem dificuldades tecnológicas na véspera que inviabilize seu trabalho.

A paródia veio rápido… Outro vídeo de campanha, agora do john.he.is, escolhendo várias opções de “três palavras” para John McCain inspirar seus eleitores…

veio do Youbama

E o Marcos Palácio, do Jornalismo & Internet, traz mais dados sobre a produção do clip do Obama, que teve a música música arranjada por William James Adams, Jr. (aliás will.i.am), da banda Black Eyed Peas:
“Várias celebridades aparecem no clip, em apoio à campanha: Scarlett Johansson, John Legend, Herbie Hancock, Kate Walsh, Kareem Abdul Jabbar, Adam Rodriquez, Kelly Hu, Adam Rodriquez, Amber Valetta e Nick Cannon”.

Ele lembra também a inspiração do Obama na atuação do Martin Luther King Jr., na década de 60, na luta pela igualdade de direitos da população negra (e deu a dica para o vídeo da época, que está aqui). O “Yes we can do Obama” buscaria ter a mesma força do “I have a dream” do Luther King. Palácios fala em revival do clima dos anos 60:

“Ainda é pouco para caracterizar o revival? Vai mais um elemento: o clip é dirigido por Jesse Dylan, filho de Bob Dylan”.

Não é só o Obama, a mídia brasileira também está produzindo multimidia de grande qualidade sobre as eleições nos EUA.

Vejam esse infográfico do IG, com vídeos internos, bem legal!

Aí vai, achei o discurso Obama:

It was a creed written into the founding documents that declared the destiny of a nation.

Yes we can.

It was whispered by slaves and abolitionists as they blazed a trail toward freedom.

Yes we can.

It was sung by immigrants as they struck out from distant shores and pioneers who pushed westward against an unforgiving wilderness.

Yes we can.

It was the call of workers who organized; women who reached for the ballots; a President who chose the moon as our new frontier; and a King who took us to the mountaintop and pointed the way to the Promised Land.

Yes we can to justice and equality.

Yes we can to opportunity and prosperity.

Yes we can heal this nation.

Yes we can repair this world.

Yes we can.

We know the battle ahead will be long, but always remember that no matter what obstacles stand in our way, nothing can stand in the way of the power of millions of voices calling for change.

We have been told we cannot do this by a chorus of cynics…they will only grow louder and more dissonant ……….. We’ve been asked to pause for a reality check. We’ve been warned against offering the people of this nation false hope.

But in the unlikely story that is America, there has never been anything false about hope.

Now the hopes of the little girl who goes to a crumbling school in Dillon are the same as the dreams of the boy who learns on the streets of LA; we will remember that there is something happening in America; that we are not as divided as our politics suggests; that we are one people; we are one nation; and together, we will begin the next great chapter in the American story with three words that will ring from coast to coast; from sea to shining sea —

Yes. We. Can.

Auiser ver aonde achei, cá está o link. 

Agora cheguei a um site chamado YouBama, uma campanha gerada pelos cidadãos.

Foi feito por dois estudantes de Standford.  As pessoas estão postando seus vídeos pessoais e depoimentos em apoio à candidatura. Mais detalhes sobre como foi produzido, nesse artigo do TechCrunch.

Muito instigante essa facilidade de abrir tantos canais de expressão.

O que acho muito curioso também é essa idéia de “campanha gerada pelos cidadãos”. Em que medida isso é verdadeiro? Em que medida é golpe de marketing?

O jeito que os eleitores favoráveis ao Barack Obama estão usando a internet realmente mostra o entusiasmo em fazer algo novo numa campanha política. O clip que está aí abaixo, produzido por um eleitor, produtor de mídia, que ficou tocado com o discurso do Obama e resolveu musicar, com a ajuda dos amigos. Saiu logo antes da Super-terça, o timing lá é forte…

Del.icio.us

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