Os discursos do Obama são uma marca importante da sua campanha. No último dia 18 de março, na Filadelfia, “A More Perfect Union” tornou-se seu pronunciamento mais longo sobre as fronteiras entre política e questões raciais. Obama resolveu entrar mais na questão após a utilização que tem sido feita de declarações inadequadas do pastor da Igreja que ele frequentava, o reverendo Jeremias Wright.
Obama relata o quanto já foi cobrado, ao longo da campanha, por utilizar-se do fato de ser negro para angariar popularidade, ou por evitar identificar-se demais com as questões raciais, para não atrair antipatias.
E entendeu que estava na hora de falar. Estava na hora de reconhecer que não é possível avançar nos Estados Unidos sem encarar que há de fato diferenças, que é preciso promover a igualdade de oportunidades, e que isso é diferente de explorar o ressentimento do discurso racial.
O erro do reverendo Wright, diz Obama, é que ele fala da América como se ela fosse estática, como se ela estivesse inevitavelmente congelada num trágico passado.
Obama aposta em insistir na idéia de que há uma opção. Que seu papel nessa eleição é auxiliar a América nessa luta por uma União mais perfeita.
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Frutos do trabalho: fiquei conhecendo o blog que linkei acima, que noticia as declarações desastradas do Reverendo Jeremiah Wright, por indicação do meu aluno Renan Santana Pelícia, que utilizou um de seus posts como base de seu texto sobre as eleições.
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E quem quiser ler em português o discurso do Obama, há uma versão bastante razoável aqui.

1 comment
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06/02/2008 às 11:48 pm
Conceição Oliveira
Oi Lilian, legal o espaço, vou linká-lo no blog do HP
Quanto ao divisivas creio que se aproxima mais do sentido de ‘que causa desunião ou dissensão’, daí a opção do Azenha, o tradutor mor
grande abraço
Conceição Oliveira