Semestre no fim, hora de anotar algumas idéias aqui no blog. Estou satisfeita com o curso do 2o ano, ainda que saiba que tenho bons desafios no meu caminho até o fim do ano.

Uma prática interessante que temos feito no Vera Cruz é um trabalho de acompanhamento do curso  das outras série. Debatemos os currículo, os materiais, o tipo de demanda cognitiva das várias atividades propostas. 

Desde o ano passado estamos mais atentos às provas aplicadas nas outras séries. Nessa última, usamos uma reunião para mostrarmos aos colegas nossas avaliações antes de enviá-las para a gráfica, e tenho que afirmar que isso é muito importante. São olhares que nos ajudam a considerar a clareza dos enunciados, o grau de dificuldade das questões, a adequação dos textos escolhidos, o balanceamento dos temas, a variedade de habilidades requeridas na prova.  Quando a gente olha a prova dos outros, a nossa ganha uma dimensão mais clara, e os comentários ajudam muito a fechar a proposta de forma a enriquecer a atividade. Afinal, diz a  nossa coordenadora, Maria Lúcia Di Giovani, prova boa é aquela que a gente aprende com ela.

Estamos ficando afiados com essas conversas, procurando criar uma boa coesão entre as propostas de avaliação das três séries, e, entre outras coisas, tendo claro o que e como estamos avaliando.

Andei me perguntando sobre a utilidade e adequação de inserir as questões de minhas provas na rede. A quem seria útil? A outros professores? Aos alunos, para prepararem-se para outras avaliações? Opiniões?

Fiz esse post no Discurso Citado, e acho que preciso repeti-lo aqui.
Li nesses dias artigos excelente sobre o uso que o Obama fez da internet e dos recursos de mídia social até agora. Um deles é “The wiki-way to nomination”, escrito por Noam Cohen, articulista que tem escrito bastante sobre tecnologias e sociedade no New York Times.
Comparado aos fenômenos das “start up” da internet, falou-se muito sobre o Obama: bom artigo de Marc Ambinder, “HisSpace“, que faz um a boa descrição do uso feito pelos recursos de comunicação pelos candidatos à presidência ao longo da história dos EUA. Fala sobre Andrew Jackson e o uso dos jornais e da expansão do sistema de correios, Franklin Roosevelt e o rádio, John F. Kennedy e a televisão.
Em outro artigo, Andrew Sullivan chama o estilo de Obama de política do Facebook. É algo a se pensar, quando um candidato a presidente consegue levantar US$30 milhões por mês, sendo 95% das doações na faixa dos US$200. Taí uma situação em que os grupos de interesse perdem força para a cidadão comum.
O que fica no ar são as reais perspectivas de manutenção dessa gestão bottom-up caso ele seja eleito. Na verdade, antes disso haverá todo o 2o round da campanha, o que em si já será um bom período de observação do desdobramento destas práticas.

Após a acirradíssima campanha interna, Hillary Clinton hoje reconheceu que a vaga é do Obama. Os rumores são que ela estaria trabalhando para obter a vaga de vice. O Obama anda dizendo que não tem pressa nessa decisão.

Nova etapa, será que o Obama trará outras surpresas para a campanha?

Na próxima sexta-feira, 06/06, o historiador Bóris Fausto estará conosco na escola Vera Cruz, para uma conversa com os alunos do Ensino Médio. O tema é: “Democracia no Brasil e nos Estados Unidos: trajetórias e desafios”. Será uma ótima oportunidade de conversar com um pesquisador que tem muito a dizer sobre a história de ambos os países, especialmente com os alunos aquecidos, após um trimestre discutindo a formação do Estado americano, e agora olhando para esse mesmo tema no Brasil. A conversa ocorrerá também numa semana decisiva para as prévias eleitorais dos EUA, pois as primárias do Partido Democrata terminarão na próxima 3a feira, dia 3. Vai ser uma grande oportunidade de ouvir sua análise diretamente, no calor da situação.

Para quem acha que a história é uma simples evolução do passado para o futuro, valeria à pena ficar de olho em algumas situações políticas contemporâneas. Uma delas é a recente passagem da monarquia para a república no Nepal, obtida após anos de pressão de guerrilheiros maoístas, que lutavam pelo estabelecimento de um Estado socialista. Simples, né?
Mais detalhes, nessa reportagem da Folha de S. Paulo.

Essa orientação constitui um roteiro para auxiliar na organização das etapas de compreensão dos temas de trabalho, pesquisa básica, expansão da pesquisa, recorte do material encontrado e elaboração do produto final. Ela foi pensada para o trabalho coletivo relacionado ao Brasil do séc. XIX, mas evidentemente serve para outras situação.

Etapas de trabalho

1- Compreensão do tema de pesquisa: afinal, de que estamos tratando? Que informações básicas posso reunir sobre o tema? Quais as questões principais que vamos tratar?

Primeiras fontes de consulta: leituras mais simples.

2 - Que outros materiais posso encontrar sobre esse tema? Livros especializados, material áudio-visual, revistas, mapas, artigos de jornal, animações em mídias digitais.

Fontes de pesquisa: biblioteca (da escola, de casa, do clube, dos familiares), banca de jornal, internet.

A partir dessa segunda etapa: que materiais interessantes encontramos sobre o tema?

- textos teóricos

- abordagem literária

- representação na pintura ou no cinema

- mapas, fotos

Que materiais  encontrados terão prioridade na elaboração do produto?

3 - Definição do produto: de que maneira podemos tratar desse tema de forma a apresentá-lo de uma forma sintética? Que pontos vamos privilegiar, e que formatos são mais adequados para ressaltar esses aspectos?

4- Que materiais precisaremos para a produção?

- Seleção dos trechos de documentos, imagens, mapas, gráficos que incluiremos

- Redação de material de nossa autoria

- Reunião do conjunto de materiais (conteúdo e forma)

5 - Produção.

6 - Preparação do relatório de produção do grupo, com o histórico de atividades desenvolvidas, coletivamente e individualmente, ao longo do processo. Relação da bibliografia utilizada deve constar do relatório. Links de internet devem ser agregados no del.icio.us de um dos membros do grupo. Entrega no dia 11/06.

No dia 20/05 vai rolar uma atividade na escola (Vera Cruz) que promete boas conversas. É o Fórum do Ensino Médio, que este ano tem como tema “Comunicação digital: valores e comportamentos”. Nessa manhã, reúnem todos os alunos das 3 séries, mais professores, orientadores e direção.
Num primeiro momento, o público divide-se entre duas mesas de debates.
Para uma delas, estão convidados o Juliano Spyers e a Bárbara Dieu (a Bee).
Para a outra, o Hernani Dimantas e a Simoneta Persichetti.
Após as falas dos palestrantes, há perguntas e falas do público.
Na segunda parte da manhã, os dois grupos se misturam e se dividem em grupos menores, para debates.
Como aquecimento, está circulando entre os alunos e professores a versão em português do “A máquina somos nós”, esse anúncio da Telefônica Argentina eo texto “Nasce o homem algorítmico”, do Silvio Meira.
Na reunião de preparação ontem, nossa sensação é que na esfera do discurso, o conservadorismo da meninada é maior que o nosso… Vamos ver na 3a feira…

No século XIX houve um curioso retorno a busca pelas “especiarias”, como no século XVI. Só que nesse momento o destino desses produtos era diferente: os laboratórios das indústrias européias, fervilhantes com as promessas da 2a Revolução Industrial. O que diferenciou o chamado “ciclo da borracha” dos demais ciclos anteriores do Brasil? Que tipo de situação esse ciclo inaugura? Que consequências traz para a região?

Este é um verso de um poema clássico da cultura brasileira. Ele é um dos textos de denúncia da escravidão negra como um grande crime consentido pelo Estado Brasileiro após a independência. Que vozes levantaram-se para atacar a escravidão? Como dialogaram com o paulatino processo de decadência do modelo escravagista no Brasil?

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